Dia Mundial das Redes Sociais

As novas tecnologias, a Internet e as redes socias vieram “revolucionar” a nossa vida! Hoje em dia, toda a gente tem um computador, uma máquina fotográfica, um smartphone. Não conseguimos viver sem estes recursos! A evolução das novas tecnologias e o mundo virtual permitem-nos “viajar”, aprender, comprar e vender online, fazer “amigos”, obter rapidamente informação à distância de um clique. Redes Sociais como o Facebook, Instagram, YouTube, WhatsApp, Pinterest, Linkedin, Twitter entre outras, estão cada vez mais presentes no nosso dia-a-dia. Usámo-las para tudo, para atualizar conhecimentos, para divulgar ou procurar emprego, para fazer amigos, para comunicar ou até mesmo para nos sentirmos mais próximos de pessoas geograficamente longe.
Se tivermos em conta que os jovens, são efetivamente grandes utilizadores das redes sociais, muitas vezes em prejuízo das relações pessoais (quer no seio da família quer entre colegas e amigos), este é um facto que deixa apreensivo quem reflete sobre esta realidade. Se “os jovens de hoje, serão o futuro de amanhã” que geração se está a desenvolver? É isto que se pretende, numa sociedade que se quer “ligada” em comunidade de emoções e afetos, afetos que embora possam ser transmitidos com recurso às tecnologias, não devem dispensar a proximidade física, o toque… o olhar… o abraço… o beijo…
Ao analisarmos o comportamento das pessoas relativamente às redes sociais, são cada vez mais aqueles que em momentos de socialização parecem “presos” ao telemóvel, numa busca constante sobre “o que há de novo”, ou publicando fotos ou vídeos de onde estão, o que estão a fazer ou com quem estão… A verdade é que todos somos “viciados” naquilo que nos faz sentir bem e nos faz rir! E não tem mal nenhum nisso. Receber muitos likes faz-nos sentir bem! Então porque não?
As tecnologias de informação e comunicação são um recurso indubitavelmente cada vez mais acessível e necessário, com o qual nos envolvemos tão correntemente que sem darmos por isso, muito facilmente perdemos conta dos nossos próprios limites. É cada vez é mais fácil estar “ligado” e mais difícil “desligar”. Se para um adulto é difícil, estabelecer os tais limites, imaginem para um jovem. Há que haver bom senso e controlo na sua utilização, para que seja um suporte que facilite a vida diária e não um recurso usado de forma abusiva e que não se consegue dispensar.
Por isso aqui fica a dica:
Use este recurso fantástico de forma consciente!

Ana Cristina Nunes | Psicóloga