Dia da Mãe

Hoje celebra-se o dia da mãe ou melhor o dia de todas as mães, sejam elas biológicas ou de coração. Porque mãe é aquela que cuida, abraça e acarinha uma criança como se fosse sua!
A palavra mãe provém da palavra “mater”, originária do latim, aquela que é ou desempenha a função de mãe, da mulher que gerou, deu à luz e criou seus filhos. E se olharmos para a palavra Mãe parece muito semelhante em quase todas as línguas do mundo: mãe, mother, madre, mum, mama, mére… Uma palavra facilmente compreensível em qualquer idioma. Fácil de pronunciar e muito mais fácil de sentir.
Mãe ou Mamã é facilmente pronunciada pelos bebés, que primeiro associam o som Ma a alimento (que tendem a fazê-lo enquanto são amamentados).
A mãe que, no início da vida, alimenta e sacia as necessidades básicas, como a fome, no entanto, ao longo do tempo, vão-se transformando noutras necessidades. A importância destas primeiras interações da mãe com o seu bebé passarão a ser o palco de todas as representações da vida futura. Estas representações irão dar significado e sentido a toda uma vida psíquica e afetiva que está prestes a assumir uma narrativa comum. A mãe passará a assumir uma série de papéis e o bebé irá absorver o seu mundo interno a partir da boa ou má representação de todas estas encenações.
É através da linguagem, sentimento e pensamento da mãe que o bebé sente e vive o mundo e lhe começa a dar sentido, significado, continente e conteúdo. É através da mãe que aprende o que é sentir medo, carinho, amor, confiança, segurança e, sobretudo, respeito por aquela pessoa que o vai desenhando interiormente.
É através do AMOR e da linguagem comum entre mãe e bebé que se vão construindo as bases daquela que será a CASA para a vida. E é através dela (MÃE) que percebemos que o melhor Porto de Abrigo foi sempre o seu, que percebemos também que o seu Amor foi uma dádiva sem nada pedir em troca e o seu sentir foi incondicional, para lá do infinito e mais além. Também percebemos ao longo do tempo, bem mais presente quando somos adultos e ainda mais quando somos pais, que Mãe fica sempre para todos os momentos… mesmo que não esteja presente fisicamente, que Mãe será sempre eterna… no coração dos filhos!
Por tudo isso, hoje posso dizê-lo que me orgulho na Mãe que tenho e na Mãe em que me tornei, e estas vivências têm-me permitido entender, enquanto pessoa e profissional, todas as Mães que nos procuram em busca do melhor para os seus filhos.

Natacha Ricardo
Filha, Mãe e Psicóloga Clínica