Aprendizagens em regime não presencial e o cuidado para que se tornem inclusivas

O Conselho de Ministros definiu a 13 de abril de 2020 (Decreto-Lei n.º 14-G/2020), a realização das “aprendizagens em regime não presencial”. Algumas crianças e adolescentes, cuja psicopatologia esteja intimamente ligada ao ambiente escolar, seja pela relação com professores e com pares nomeadamente por dificuldades na leitura de situações sociais ou bullying e em alguns casos de problemas de comportamento, podem exibir uma aparente noção de melhoria devido ao afastamento da exposição aos fatores de risco. Contudo, outras patologias podem colocar um desafio extra às famílias, mesmo que os professores consigam incluir ”as medidas de apoio definidas para cada aluno, garantindo as aprendizagens de todos”, previstas no referido decreto-lei.  Analisemos 3 patologias relativamente prevalentes em idade escolar: a perturbação de hiperatividade e défice de atenção (PHDA), a perturbação do espetro do autismo (PEA) e a perturbação de aprendizagem específica, nomeadamente a dislexia.